quinta-feira, 2 de junho de 2011

Koala

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Características:

O Koala tem a cabeça pequena, o focinho curto e os olhos bem separados. O nariz é grosso e achatado, e está munido de grandes narinas em forma de V, com as fossas nasais muito desenvolvidas, que mexem no seu equilíbrio térmico. Tanto os membros anteriores como os posteriores possuem cinco dedos. O polegar das patas posteriores é bastante pequeno, não sendo dotado de garras. Os outros dedos são fortes e terminam em garras alongadas. Nas patas posteriores, apenas o polegar é oposto aos outros dedos. A pelagem é densa e sedosa, desempenha papel importante na regulação térmica e na protecção dos agentes atmosféricos. Como o coala não constrói um abrigo, dorme exposto ao sol e a chuva. A pelagem do dorso é muito densa e de uma coloração escura que absorve o calor. Torna-se mais escassa durante o Verão e mais comprida durante o Inverno. Possui um bom equilíbrio e músculos possantes nas coxas, e quando escala uma árvore, a falta de cauda é compensada pelos dedos bastante largos e pelas garras muito desenvolvidas.


Habitat natural:
Os Koalas e a maioria dos marsupiais só são encontrados na Austrália. Sua abundância na Austrália deve-se à separação entre aquele continente e outras massas terrestres antes que os mamíferos placentários pudessem se estabelecer ali. O Koala acabou por ser vítima da caça e da destruição do seu habitat florestal. Antes da chegada da homem branco, em finais do século XVII, este marsupial ocupava uma superfície três vezes mais vasta do que a atual. Este animal foi recentemente introduzido ou reintroduzido em algumas ilhas perto da costa, bem como no interior do país. Estas novas populações foram o fruto de estudos científicos que deram valiosa contribuição para o conhecimento dos comportamentos da espécie.


Anatomia:
O intestino grosso, onde, por meio de fermentação bacteriana, se dá a digestão da celulose, é muito desenvolvido. O ceco, situado no início do intestino grosso, pode atingir 2,5 metros de comprimento. Além disso, possui na parede do estômago uma glândula complexa dita cardiogástrica que desempenha papel importante na digestão. A kloaca tem três funções: serve para o acasalamento, para urinar e defecar. Também pode andar em ramos de árvores selvagens.


Reprodução e gestação:
A época de reprodução dos coalas dura cerca de quatro meses. Neste período, os machos sexualmente maduros exploram o seu território, atraindo as fêmeas no cio, e enchem o local de marcas odoríferas, emitindo simultaneamente um som semelhante a um mugido. As fêmeas demonstram em geral grande agressividade com relação aos machos, os quais repelem violentamente. O acasalamento, que dura alguns segundos, dá-se em posição vertical sobre um galho de eucalipto.
Depois que terminada a conjunção, os companheiros se separam. O macho não se ocupa do sustento do filhote: tal função compete à fêmea, que só tem uma gravidez por ano e geralmente só dá luz a um filhote (muito raramente dois). A gestação dura em média 35 dias.


Filhote:
Por volta dos cinco meses e meio, a cria começa a sair do seu tranqüilo abrigo, mas não se afasta muito da mãe e, ao primeiro sinal de perigo, torna a entrar ou então emite uma espécie de vagido.
Aos 6 meses ou 7 meses, o coala está coberto de pêlos, mede cerca de 20 cm e pesa entre 400 e 500 g. Durante os primeiros meses de vida, o regime alimentar do coala é muito especial: ele consome uma papa que é constituída de folhas de eucalipto pré digeridas que sai pela cloaca do intestino da mãe A permanência fora do refúgio vai aumentando e, aos 8 meses, torna-se definitiva. A partir daí, o jovem só enfia a cabeça no marsupial quando tem de mamar. Durante as peregrinações nocturnas, a mãe ainda o transporta sobre o dorso.
Com cerca de 1 ano de idade, o filhote está completamente desmamado. Caso se trate de uma fêmea, só irá se afastar da mãe quando for à procura de um território próprio. Mas se for macho, será expulso na época reprodutiva pelo macho residente.


Eucalipto:
O Koala vive aos pares, subindo em árvores, com atos semelhantes ao da indolente preguiça. Isso lhe valeu o nome de "ursinho-da-Austrália". Na língua dos indígenas locais, Koala significa "animal que não bebe". De fato, este marsupial, é bastante abstêmio: mata a sede com apenas o suco oleoso das folhas de eucalipto, praticamente o único vegetal que come. Na Austrália existem 600 espécies de eucaliptos. Estas árvores são muito importantes para a fauna do continente australiano, e sobretudo para o Koala. Em média, um coala de 10 kg consome 500 g de folhas e dedica de 6 a 8 horas a esta atividade, começando as suas refeições à tarde e terminando-as ao amanhecer.


Predadores:
O Koala tem poucos predadores, o mais importante é o Canis dingo - um cachorro selvagem - que mata os coalas velhos ou doentes, pois um adulto de boa saúde pode feri-lo gravemente. Os aborígines caçam tradicionalmente o Koala, que é uma presa fácil por causa dos seus hábitos sedentários e devido aos seus movimentos lentos. Quando pressente um perigo vindo do solo, o animal tem o costume de se esconder em vez de fugir. O coala é indispensável no regime alimentar dos aborígines. Outro fator que pode prejudicar os coalas são as muitas secas que ocorrem nas florestas do interior, ocasionando incêndios espontâneos que se propagam por zonas muito vastas.










segunda-feira, 16 de maio de 2011

Panda-vermelho


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Curiosidades:
O panda-vermelho é nativo das regiões montanhosas do Himalaia e do sul da China, e está associado às florestas temperadas de altitude e bambuzais. Possui uma coloração castanho-avermelhada característica, cauda comprida e felpuda e um andar gingado devido ao encurtamento dos membros dianteiros. É um animal solitário, territorialista e de hábito crepuscular e nocturno. A sua alimentação é principalmente composta por bambu; entretanto, por ser omnívoro, pode ingerir ovos, pássaros, insectos e pequenos mamíferos Está em perigo de extinção, devido à destruição do habitat pela expansão humana, da agricultura, da pecuária e do extrativismo de recursos naturais. A caça ilegal também é outro importante fator que contribui para a diminuição da população de pandas. É um animal comum em zoológicos, principalmente da América do Norte e Europa, reproduzindo-se bem em cativeiro.


Habitat:
Os pandas-vermelhos são encontrados principalmente em florestas temperadas, entre 2.200 e 4.800 metros de altitude, nos Himalaias, principalmente na região dos contrafortes ocidentais no oeste do Nepal, sul do Tibete, Sikkim, Assam, Butão e em montanhas do norte de Mianmar e do sul da China, nas províncias de Sichuan (Montanhas Hengduan) e Yunnan (Montanhas Gongshan). A existência de pandas-vermelhos no sudoeste do Tibete e no norte de Arunachal Pradesh é muito provável, mas ainda não foi documentada. Ele foi extinto nas províncias chinesas de Guizhou, Gansu, Shaanxi e Qinghai. A sua presença nas montanhas do sul da China constitui um refúgio durante a última glaciação do Pleistoceno. Na China, o panda-vermelho e o panda-gigante são simpátricos nas montanhas de Qionglai, Minshan, Xiangling, e Liangshan na província de Sichuan. A distribuição dos pandas é disjunta, tendo a garganta do Rio Bramaputra, que faz uma curva em torno da extremidade oriental do Himalaia, como uma divisão natural entre as duas subespécies, embora alguns autores sugiram que a variedade A. f. fulgens se estenda mais para o oriente, em Yunnan, na China. Os Pandas-vermelhos habitam regiões de temperatura moderada (10-25 °C) com poucas mudanças anuais e preferem áreas montanhosas arborizadas, principalmente compostas por florestas coníferas e caducifólias, especialmente com árvores antigas de rododendro e, obviamente, com bambuzais.




Características físicas:
Os pandas-vermelhos apresentam um comprimento moderado, com uma cauda relativamente longa e felpuda, marcada com cerca de 12 anéis alternando círculos vermelhos e camurças, não sendo preênsil. A cabeça é arredondada, o focinho curto, e as orelhas grandes, eretas e pontiagudas. Apresenta uma grossa pelagem sobre o corpo. Na região ventral a pelagem é macia, lanosa e densa. A face é predominantemente branca com marcações lacrimais castanho-avermelhadas abaixo dos olhos. A pelagem do dorso também é castanho-avermelhada, enquanto que ventralmente é de um negro uniforme. Os membros são negros, as solas dos pés e as mãos são cobertas com pêlos densos de coloração branca. Não há dimorfismo sexual na coloração e no tamanho de machos e fêmeas. Os membros torácicos são arqueados para dentro, fazendo com que seu andar seja gingado. Os seus pés são plantígrados. Também possui garras semi-retratéis e, como o panda-gigante, tem um "polegar falso" que é na verdade uma extensão do osso do pulso. O panda-vermelho possui algumas características anatômicas próprias que caracterizam a espécie e, por conseguinte, o gênero Ailurus. O crânio é robusto com fraco desenvolvimento do arco zigomático, da crista sagital e do processo pós-orbital. O osso palatino estende-se além do último molar, a fossa mesopterigóide é comprimida anteriormente e a bula auditiva é pequena e expandida medialmente. O processo pós-glenóide é largo e curvado e o canal alisfenóide está presente. A mandíbula é robusta, mas relativamente curta em relação à altura dos ramos, a sínfise mandibular é comprimida. As fêmeas possuem quatro pares de mamas.


Comportamento:
Os pandas-vermelhos são animais crepusculares (mais ativos ao amanhecer e ao entardecer) e noturnos, passando o dia a dormir nos ramos das árvores ou em tocas. Eles são sensíveis ao calor e a sua temperatura ideal é entre 17 e 25 °C. Eles não toleraram temperaturas maiores que 25 °C. Como resultado os pandas- vermelhos dormem durante as horas mais quentes do dia nas copas sombreadas das árvores, muitas vezes ficando esticados nos galhos bifurcados, ou então em tocas. Os pandas-vermelhos são animais muito hábeis e acrobáticos, vivendo predominantemente nas árvores. Habitam em áreas territoriais demarcadas e são freqüentemente solitários, raramente vivendo em casais ou em grupos familiares. Procuram alimento à noite, correndo ao longo do solo ou pelas árvores com velocidade e agilidade, depois de encontrar a comida usam as suas patas dianteiras para colocar o alimento nas suas bocas. Os pandas-vermelhos bebem mergulhando a sua língua na água e lambendo-a. Os seus principais predadores são leopardo-das-neves e os humanos. Os pandas-vermelhos começam sua atividade diária com um banho ritual da sua pelagem, lambendo as suas patas dianteiras e massageando as suas costas, abdómen e flancos, assim como, esfregam as suas costas e barriga ao longo de árvores ou rochas. Eles então, patrulham o seu território, demarcando-o com uma substância secretada com um cheiro forte de sua glândula anal e com a sua urina. Se um panda-vermelho se sentir ameaçado ou em perigo, embora normalmente silencioso, eles podem produzir uma série de gorjeios curtos. Quando aborrecidos, os pandas-vermelhos podem emitir assobios e uma série de bufos. Eles muitas vezes tentam correr para cima de uma coluna de rocha inacessível ou uma árvore. Se não puderem fugir, ficam em pé com as suas patas traseiras, que os faz parecer mais altos para intimidar o agressor e lhes permitir a possibilidade de usar as garras semi-retráteis e afiadas nas suas patas dianteiras, que podem infligir feridas substanciais. Os pandas-vermelhos são amistosos, mas não indefesos, e atacam quando se sentem ameaçados.


Hábitos alimentares e dieta:
Os brotos de bambu são mais facilmente digeridos do que as folhas e apresentam uma maior digestibilidade no verão e no outono, intermediária na primavera, e baixa no inverno. Essas variações tem relação com os conteúdos nutritivos do bambu. O panda-vermelho não digere completamente o bambu, especialmente a celulose e componentes da parede celular. Isto implica que a digestão microbiana desempenhe somente um pequeno papel na sua estratégia digestiva, semelhante ao panda-gigante. O trânsito do bambu pelo intestino do panda-vermelho é muito rápido (entre duas e quatro horas). Para sobreviver nesta dieta com baixo teor calórico, o panda tem de selecionar partes de alta qualidade, como folhas tenras e brotos. Eles ingerem uma grande quantidade de alimento (mais de 1,5 quilogramas de folhas frescas e 4 quilogramas de brotos frescos diariamente), a fim de maximizar a absorção de nutrientes, já que este passa pelo trato digestivo rapidamente.


Reprodução:
Os pandas-vermelhos adultos raramente se interagem fora da estação de acasalamento. Ambos os sexos podem acasalar-se com mais de um parceiro durante a estação. O acasalamento ocorre entre meados deJaneiro até o começo de Março (período do inverno), e os filhotes nascem entre Junho até ao final de Julho (primavera e verão). O período de gestação varia de 112 a 158 dias, e a fêmea dá à luz entre um a quatro filhotes, que nascem cegos, pesando 110-130 gramas. Alguns dias antes do nascimento a fêmea começa a reunir material, como capim e folhas para usar na confecção do ninho. O ninho é normalmente localizado numa árvore oca ou uma fenda de rocha. Após o parto, a fêmea limpa os filhotes e deste modo estabelece um elo olfactivo com cada filhote. Nos primeiros dias, ela permanece cerca de 60 a 90% do seu dia junto aos recém-nascidos. Após uma semana, ela já passa mais tempo fora do ninho, retornando apenas algumas horas por dia para alimentá-los e limpá-los. Os filhotes abrem os olhos com 18 dias de idade, e com 90 dias já apresentam a coloração típica para a espécie, e ingerem os primeiros alimentos sólidos aos 125-135 dia. A ninhada permanece no ninho durante doze semanas. Depois deixam-no, mas permanecem com a sua mãe, deixando de mamar aos 6-8 meses de idade.Os machos só muito raramente ajudam com a criação da nova geração e somente se eles viverem em pares ou em pequenos grupos. Os pandas-vermelhos começam a ficar sexualmente maduros aos 18 meses de idade. O seu tempo de vida médio é 8-10 anos, mas podem atingir um máximo de 15 anos. Há um registro de um animal cativo na China que atingiu 17 anos e 6 meses de vida.O panda-vermelho reproduz-se bem em cativeiro. O Parque Zoológico Himalaio Padmaja Naidu em Darjeeling tem sido próspero na procriação de conservação de pandas-vermelhos. O Valley Zoo em Edmonton tem tido êxito no programa de reprodução e teve dois pares de pandas-vermelhos nascidos lá, um par em 2007 e outro em 2008.